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Lixeiras do condomínio: o que é mais importante para cuidar delas

Cuidar das lixeiras do condomínio vai muito além de colocar alguns recipientes nos corredores. Antes de tudo, é preciso definir […]

Cuidar das lixeiras do condomínio vai muito além de colocar alguns recipientes nos corredores. Antes de tudo, é preciso definir como será a coleta e o armazenamento do lixo, para ter um processo eficiente, higiênico e que não agrida o meio ambiente.

Lixeiras do condomínio separadas para coleta seletiva

Como dimensionar as lixeiras do condomínio

O primeiro passo é entender a quantidade de lixo gerada. Uma boa prática é multiplicar o número de moradores pela média produzida por pessoa. No Brasil, cada habitante gera cerca de 1 kg de resíduos por dia, segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil.

Considere também a frequência da coleta pública e o volume acumulado entre uma coleta e outra. Em algumas cidades, condomínios que geram muito lixo são considerados grandes geradores e precisam contratar coleta particular. Em São Paulo, por exemplo, esse limite é de 200 litros por dia.

Material e localização

A escolha do material depende de onde as lixeiras e os contêineres vão ficar. Em áreas externas, prefira materiais resistentes ao sol e à chuva, com tampa. Em áreas internas, recipientes com pedal evitam contato com as mãos.

Depois de definir a quantidade, distribua as lixeiras em pontos estratégicos: próximos às unidades e também nas áreas comuns, como salão de festas, academia e salão de jogos. O abrigo central de resíduos deve ser ventilado, de fácil limpeza e protegido contra insetos e roedores.

Coleta seletiva no condomínio

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) estabelece a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e incentiva a coleta seletiva. No condomínio, vale usar o padrão de cores definido pela Resolução Conama 275/2001:

  • Azul: papel e papelão;
  • Vermelho: plástico;
  • Verde: vidro;
  • Amarelo: metal;
  • Marrom: resíduos orgânicos;
  • Cinza: rejeitos não recicláveis.

Óleo de cozinha, pilhas, baterias e lâmpadas exigem descarte específico, em pontos de coleta próprios.

Custos e comunicação

O projeto pode ter custo inicial elevado, mas compensa no longo prazo, desde que esteja previsto no orçamento. E nada funciona sem comunicação: a localização das lixeiras, os horários de coleta e os cuidados no manuseio precisam ser informados a todos, por circulares, cartazes e pelo aplicativo do condomínio. Reserve também um tempo na assembleia para explicar o tema.

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