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O que ninguém conta sobre a gestão de documentos do condomínio e os problemas fiscais

A gestão de documentos do condomínio parece uma tarefa burocrática, mas pode evitar multas, processos trabalhistas e problemas fiscais. Quando […]

A gestão de documentos do condomínio parece uma tarefa burocrática, mas pode evitar multas, processos trabalhistas e problemas fiscais. Quando a fiscalização pede um documento ou um ex-funcionário entra na Justiça, é o arquivo bem organizado que protege o condomínio e o síndico.

Arquivo digital na gestão de documentos do condomínio

Por que a gestão de documentos do condomínio é tão importante

Em uma fiscalização do trabalho, o condomínio é notificado a apresentar documentos em prazo determinado. Já imaginou procurar papéis no meio de uma pilha desorganizada? Em ações judiciais, comprovantes de pagamento de salários, de FGTS e de outros direitos dos funcionários são fundamentais para a defesa.

Vale lembrar que documentos digitais também têm validade jurídica, desde que garantida a sua autenticidade e integridade, por exemplo com assinatura eletrônica. Por isso, digitalizar e organizar o arquivo é uma ótima prática.

Atenção: se o condomínio for condenado a pagar uma indenização porque o síndico não guardou os documentos necessários, ele pode ser cobrado pelo prejuízo, conforme o caso.

Principais documentos e prazos de guarda

Os prazos abaixo são referências usuais de mercado e podem variar conforme a legislação e a orientação do contador do condomínio:

  • Permanente: convenção, especificação e regimento interno, livros e atas de assembleia, plantas, cartão CNPJ, prontuários e fichas de registro de empregados, documentos de processos judiciais.
  • Mínimo de 5 anos: notas fiscais, extratos bancários, comprovantes de pagamento, guias e declarações de tributos (prazo decadencial e prescricional do Código Tributário Nacional), recibos de vale-transporte e holerites.
  • Documentos trabalhistas e de FGTS: no mínimo pelo prazo de prescrição das ações trabalhistas e do FGTS (5 anos, contados conforme o caso). Por segurança, muitos contadores recomendam prazos maiores para folhas de pagamento, que também servem de prova para a aposentadoria dos funcionários.
  • Saúde e segurança do trabalho: os registros de exames médicos ocupacionais devem ser mantidos por pelo menos 20 anos após o desligamento do empregado, conforme a NR-07. O antigo PPRA foi substituído pelo PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), da NR-01.
  • Apólices de seguro: até 5 anos após o fim da vigência.
  • Contratos de obras: no mínimo até o fim da garantia, que para a solidez da construção é de 5 anos (art. 618 do Código Civil).
  • Prestações de contas: recomenda-se guardar por pelo menos 10 anos, prazo geral de prescrição do Código Civil.

Também é bom saber que várias obrigações antigas foram substituídas por sistemas digitais: o CAGED, a GFIP e a DIRF deram lugar ao eSocial, à DCTFWeb e à EFD-Reinf. Os comprovantes de envio também devem ser guardados.

Como organizar o arquivo

  1. Classifique os documentos por tipo e por ano;
  2. Digitalize e guarde os arquivos em ambiente seguro, com backup;
  3. Restrinja o acesso a quem precisa, em linha com a LGPD;
  4. Revise anualmente o que pode ser descartado, com orientação do contador.

Na eCondos, a gestão de documentos do condomínio acontece em ambiente protegido por senha, com arquivos armazenados em nuvem e backup. Veja também como fazer uma gestão organizada.